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| Negro forte Eu não nasci na corte Mas das feridas do corte Sou negro forte Não preciso de sorte Pra sobreviver A minha raça É toda cheia de graça Não há mau-olhado que faça Minha cor se ofuscar Por isso, digo sem zelo Não faço apelo E meus cabelos Não preciso esticar Eu não nasci na corte Mas sei fazer belo porte Sou negro forte Não preciso de aporte Pra sobreviver A minha esperança É a dose certa pra cura Esquivo das amarguras E passo rasteira Na vida sem eira nem beira Nos braços da capoeira Sinto a paz me embalar Meu grito é o canto Meu disfarce, o santo Me afaga o pranto Que cai cativeiro Ao som do pandeiro Sou mais um guerreiro Me enfeito em floreios Pra te conquistar E sigo caminho Dou sempre um jeitinho Vou sem colarinho Pra me apertar E nessa quizomba Danço o miudinho Pois do seu ladinho Vou me encontrar Eu não nasci na corte Mas das sombras da morte O passado é meu norte Sou negro forte Não há dor que eu não suporte Pra sobreviver |
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Bel Em: 9/13/2007 6:26:53 PM Ei, primaaaaa! Ai, fico tão feliz que tenha gostado. De coração. Valeu mesmo. Amoooocê! Beijão. |
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Christiane Em: 9/13/2007 3:56:39 PM Nossa !!!!!! Que poema lindo..e que homenagem maravilhosa .... Quanto orgulho sinto de vc minha prima querida ! Parabéns!! Te amo! |
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Elisa Em: 8/2/2007 1:22:59 PM Afff que esse poema é forte! Adoro ler essa palavras que saem de você |
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Bel Em: 8/2/2007 11:44:21 AM Amigos, que bom que vieram ao Beleleo. Firmo, que belas palavras. Marcinha, você tem toda razão. Tenho que encontrar meu lugar. E vou encontrar logo, logo. Beijocas para todos. |
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Marcinha Em: 8/2/2007 9:23:54 AM Belzinha, você não pode ficar na mesmice e na hipocrisia diária do jornalismo de uma redação. Vai traçar sua rota, muié. Tenha fé. Tô do seu lado. Beijoooooooooo. |
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humberto firmo Em: 8/2/2007 8:54:39 AM Ouço o canto do Quilombo A afrociberdelia do forte em seus poema. Ouço a voz do negro no engenho, moendo a própria vida como bagaço. Mas, forte, levanta-se para mostrar-se ao mundo. Bel, como num quilombo, tua voz também se levanta e diz basta ao movimento da moenda escravagista. |
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rô Em: 7/31/2007 9:13:20 PM Tamanha motivação é poder se perceber mediador do mundo.Ver o horizonte acompanhado do sol que tem o tamanho de um pé.E ver o novo a cada dia num movimento eterno e sem fim pois quem não espera o inerperado não o achará;Que esse é inexplorável e inacessível...Depois da morte, o que aguarda os homens não esperam nem imaginam eles. |
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Fadua Em: 7/31/2007 8:36:53 PM Nossa, Bel! Bom demais!! beijos!!! |
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Fernando Em: 7/31/2007 8:08:22 PM Muito bonito Bel, parabéns!!! |
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