Doidivanas

Arte de Lourenço Gonçalves


O que ouço de você,
meu bem
São palavras sem entrega
Essas que você emprega
Para falar de amor

Você... é doida varrida
Me varreu da sua vida 
Me expulsou como cuspe
Das entranhas da sua emoção

E ainda riu sacudida
A doida varrida
Essa mulher fingida
Quando varreu meus cacos
Porta afora do seu coração

Você tem a língua solta
Sempre envolta
Em gestos desmedidos
Mas não passam despercebidos
Esses beijos sem valor

O que ouço de você,
meu bem
É só papo furado
Essa fala que não condiz
Com o silêncio que desdiz
Esse tempo de ilusão

Não caio mais, não
Na sua conversa fiada
Nessa história abreviada
Por atalhos desviada
Num caminho sem esplendor

Conheço bem seu lero-lero
De você nada mais espero
Não sei como ainda te quero
Mas você já não me engana
Sei de sua vida leviana
Mulher doidivanas
Fico eu com a minha dor

Isabel de Assis Fonseca,  12/8/2008.
 

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Comentários:
   
  De: gleyson widal
Em: 6/30/2009 10:08:45 AM
bom eu gostei do poema, pois essa mulher uma pessoa muito esplentorossa ,,mas eu só nao sei o que e DOIDIVANAS. gostei muito do poema ... valeu gleyson 19 anos fortalea

  De: Ju
Em: 12/12/2008 11:00:29 PM
Tentei responder à altura, mas ao tentar colocar em versos larguei as vírgulas de lado...ficou meio estrupiado mas deu pra entender o recado, né? rsrsrs Isso pega!!! resumindo...adorei o poema! bJus

  De: Bel
Em: 12/12/2008 3:51:30 PM
Ju, não tenho certeza/Não conheço a natureza/Dessa doida varrida/Não falei que ela é fingida?/Mas dizem, tome tento/As palavras não invento/Que cada um tem seu momento/Um tempo de despertar/Mas enquanto ele não chega/O jeito é a gente rimar... Ju, amei seus versinhos...ahahaha, sua figura. Beijos.

  De: Ju
Em: 12/12/2008 2:45:49 PM
Com o que hoje leio expandiu meu devaneio permaneço em "stand by" tentando engolir o que sai, Entender não espero, explicar-me tampouco vou levando a vida varrendo as poeiras que deixei a pouco Tento ainda limpar debaixo do divã os sentimentos e as palavras vãs. Agora te coloco à prova se você com seu cordel, ainda que eu discorde, espera que um dia, talvez uma doida varrida desperte, acorde!? ;-) BJu

  De: Bel
Em: 12/11/2008 10:56:13 PM
Fico feliz com seu recadinho, Tatá. Muitas beijocas.

  De: Taysa
Em: 12/11/2008 8:21:14 PM
Bacana demais!! Parabens!

  De: Bel
Em: 12/10/2008 4:58:43 PM
Eu também fiquei pensando nisso, Elisa. hihihi. Que bom que gostou. Beijocas. No Ferdi e no Firmo também.

  De: Elisa
Em: 12/10/2008 10:26:46 AM
Esse pra mim é um samba. Adoro!

  De: Humberto Firmo
Em: 12/8/2008 6:33:18 PM
Gostei dessa visão do outro lado. Desse olhar masculino do feminino no feminino de você. Amor e dor tem dos dois lados. Legal Bel. Beijos Calango!

  De: Fernando
Em: 12/8/2008 12:01:00 PM
Oi Bel, É sempre um prazer ler tudo o que vc escreve!! Fico aguardando o próximo poema. Parabéns!!! Beijos

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